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Redação Mobilsfera
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A Samsung não pode vender longevidade em celulares e abandonar os relógios

Segundo relatos, a Samsung pode encerrar as atualizações de sistema dos Galaxy Watch mais antigos. Após prometer sete anos nos celulares, isso minaria todo o discurso em aparelhos caros.

Publicado
29 de outubro de 2026
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Uma empresa pode se gabar de sete anos de atualizações para o seu celular e depois dar de ombros, em silêncio, para o relógio no seu pulso? Essa é a pergunta incômoda que a Samsung enfrenta depois que o Android Authority informou que a empresa considera encerrar as atualizações de sistema dos Galaxy Watch mais antigos.

O relato tem poucos detalhes, e devemos tratá-lo como um relato, não como uma decisão. Mas o contexto é claro o bastante. O Galaxy Watch 9 e o Galaxy Watch Ultra 2 devem receber cinco grandes atualizações do Wear OS, enquanto, segundo o SamMobile, os modelos mais antigos continuam na política anterior de quatro atualizações, e a Samsung não disse se eles serão equiparados. Enquanto isso, o Galaxy Watch 4 e o Watch 4 Classic já chegaram ao fim da linha, com uma atualização de segurança de agosto de 2026 como a última, de acordo com o Notebookcheck.

A promessa dos celulares é o padrão que a própria empresa definiu

Há anos a Samsung transforma o tempo de atualização em argumento de venda. Como lembra o Android Police em seu texto sobre a One UI 9, a linha Galaxy S24 foi a primeira a ter a garantia de sete anos, e a empresa agora está levando recursos mais novos do Galaxy AI a esses celulares mais antigos. É exatamente a história que uma marca quer contar: comprar uma vez e seguir em frente.

Agora compare com o relógio. Um smartwatch não é um acessório barato. Um levantamento britânico coloca um smartwatch novo em £300 ou mais (£300+). Se um aparelho nessa faixa de preço fica sem as grandes atualizações de sistema depois de alguns anos, a mensagem de longevidade começa a soar como um slogan só para celulares.

Na nossa visão, esse é o problema de verdade. Ao julgar as promessas de uma marca, os usuários não separam "meu celular" de "meu relógio". Eles veem um ecossistema, um logotipo, um conjunto de expectativas.

Cinco atualizações para os novos e silêncio para os antigos é um problema de confiança

É justo reconhecer: cinco atualizações no Galaxy Watch 9 são um avanço real, e o TechTimes destaca que são dois anos a mais que o Pixel Watch, do Google. Achamos que é uma boa notícia para quem vai comprar agora.

Mas isso cria um sistema de duas classes. Se os relógios mais novos recebem cinco atualizações enquanto um Galaxy Watch 7 ou um Watch Ultra, que segundo o SamMobile são elegíveis a quatro gerações, são congelados mais cedo ou deixados em um limbo, os donos vão encarar isso como um rebaixamento depois da compra. Mesmo que nada quebre tecnicamente, a mensagem é que as regras podem mudar quando chega um modelo mais novo.

Há um contra-argumento razoável. Relógios têm baterias pequenas, armazenamento limitado e chips modestos, e cada versão do Wear OS exige mais deles. Algum corte é inevitável, e o Galaxy Watch 4 mostrou que a Samsung encerra o suporte, sim. Aceitamos isso. O que não aceitamos é a vagueza. Encerrar o suporte é defensável; deixar o comprador no palpite, não.

O que a Samsung deveria fazer, e o que você deve fazer

A Samsung deveria publicar uma promessa de suporte clara para cada relógio, com o número de atualizações de sistema e uma data final para os patches de segurança, como faz com os celulares. O mesmo texto do Android Police pede que a Samsung diga quais recursos que faltam nos celulares realmente dependem do hardware. A mesma lógica vale aqui: diga o que é limite técnico e o que é escolha comercial.

Para quem vai comprar, o conselho é simples. Até a Samsung colocar algo por escrito, trate a duração do suporte como parte do preço. Se você está pesando um Galaxy Watch, o Galaxy Watch 9 é a aposta mais segura no papel, embora o TechRepublic observe que as especificações de lançamento da própria Samsung não informam o número de atualizações; portanto, os cinco anos são uma informação publicada, não confirmada oficialmente nesse material. E desconfie de relógios usados baratos: o mesmo levantamento britânico aponta um modelo de 2018 com o antigo Tizen OS, bom para monitoramento básico e nada além disso.

A Samsung conquistou boa vontade de verdade com sua política de atualizações nos celulares. Gastá-la na linha de dispositivos vestíveis seria um jeito estranho de protegê-la.

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