Galaxy Buds On são uma aposta inteligente, mas só se a Samsung der a eles um preço global
Os primeiros fones abertos com clipe da Samsung respondem a uma queixa real: o cansaço dos intra-auriculares. Tudo depende de um lançamento global sem preço premium coreano.
Foto: Dinkun Chen / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Você realmente quer vedar o canal auditivo oito horas por dia só para ouvir um podcast? A Samsung parece ter decidido que não, e esse é o ponto mais interessante dos Galaxy Buds On, os primeiros fones abertos com clipe da empresa.
Eis o que sabemos. Os Buds On chegam às lojas da Coreia do Sul em 27 de outubro por 299.000 KRW, que o Android Authority converte para cerca de US$ 226. Só existem na cor preta. Usam uma haste de liga com memória de forma, alto-falantes TwinBoost, redução de vazamento de som e extras do Galaxy AI, como gestos de cabeça e notas de voz rápidas. A Samsung não anunciou nada fora da Coreia, mas varejistas europeus já os listaram.
O formato aberto é a ideia certa, e a Samsung está atrasada, não errada
O argumento é simples e, na nossa visão, sólido. O Kyunghyang Shinmun relata que a Samsung diz que o design reduz o cansaço no uso prolongado e permite ouvir o som ambiente de forma natural. Isso combina com a vida real: andar perto do trânsito, trabalhar em um escritório aberto ou correr sem perder a noção do que acontece ao redor.
A Samsung merece crédito por ser franca sobre as trocas envolvidas. Os próprios materiais admitem que um pouco de som pode vazar, dependendo do volume, do formato da orelha e do ruído ambiente, e que isso pode ser mais perceptível em lugares silenciosos. É o limite honesto do formato. Fones abertos não substituem fones com cancelamento de ruído em um avião. São um segundo par para outro uso. Acreditamos que é assim que a Samsung deveria vendê-los.
Um detalhe de que gostamos: segundo o SamMobile, os Buds On funcionam com os estojos de carregamento dos Galaxy Buds 4 e Galaxy Buds 4 Pro. É um toque pequeno, mas sugere que a Samsung quer que eles façam parte da família, e não sejam um experimento isolado.
O preço é o recurso de verdade, e o número coreano não é nada amigável
299.000 KRW não é barato. Até a imprensa coreana descreveu o preço como mais para o caro. Para uma categoria cujo principal apelo é ser "fácil, casual e sempre no ouvido", US$ 226 é muito, ainda mais quando a experiência depende de conforto e som, que não dá para avaliar numa ficha técnica. Os recursos do Galaxy AI também exigem um aparelho Galaxy compatível, o que reduz ainda mais o público.
Os vazamentos europeus são levemente animadores. Segundo o relato do SammyGuru, varejistas suíços listariam os fones por 179 a 199 CHF com impostos incluídos, o que aponta para um possível lançamento na primeira metade de dezembro. São listagens de lojas, não anúncios da Samsung, e datas e preços podem mudar. Mesmo assim, um preço próximo ao coreano depois de contados os impostos seria um bom sinal.
Os Estados Unidos são a dúvida. O Sammy Fans diz que o lançamento americano não está confirmado e cita cerca de US$ 199 como plausível, deixando claro que é especulação. Trataríamos esse número como desejo, não como previsão.
O que fazer: espere o preço de dezembro antes de decidir
Se você está na Coreia, já pode comprar, e quem comprar até 30 de novembro ganha dois cupons de 30% para acessórios Galaxy Buds. Todos os outros devem esperar. Um produto sem data internacional confirmada, com faixa de preço vazada e com conforto e som que ainda não podemos avaliar não vale ser importado pagando a mais.
Nosso veredicto: o conceito é uma aposta inteligente, e a Samsung acerta ao perceber que muita gente quer ouvir o mundo enquanto escuta música. Mas a aposta só compensa se os Buds On chegarem a mais de um país com um preço de acessório Galaxy comum. Um lançamento global por volta do preço suíço os tornaria uma alternativa crível aos intra-auriculares. Um lançamento primeiro na Coreia, com preço premium no exterior, transformaria uma boa ideia em um gadget de nicho.
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